Uma análise da "Nova" Voz do Brasil
O destaque é o quadro 'Você na Voz do Brasil' que responde as interações formuladas pela web na forma de pautas jornalísticas. Bom, vale lembrar que isso nada mais é do que uma reciclagem da fórmula hertiziana de resposta ao ouvinte. Mais dinâmico, o rádio jornal deixa de ser a bruta reprodução de sonoras e reportagens para a interlocução direta com repórteres e personagens como ministros e o presidente.
Entretanto, essa 'nova Voz' peca ao tirar um elemento muito marcante da versão anterior: a regionalidade. A plástica do novo formato (vinhetas, bgs e trilhas) abandonam os batuques, ritmos e pregões uníssonos que anunciavam o nome do programa por um pacote de efeitos sonoros 'samplados', minimalistas e quase polifônicos. Bonitos, interessantes, mas nada brasileiros como os antigos. O rádiojornal deixa de ser uma marca nacional para ser uma marca única da nova gestão do Executivo. Não que tenha ficado ruim, contudo perde uma característica forte: a regionalização integralizada. Embora não seja na teoria a proposta e sim o contrário.
A 'nova Voz' vem numa tentativa de se adequar à possível flexibilização do rádio jornal, que foi aprovada no Congresso e está a espera de sanção presidencial. O certo é que os primeiros 20 minutos da transmissão dos Três Poderes destoa dos demais. A ópera O Guarani ao menos fica, marca inegável das transmissões radiofônicas brasileiras. Fora isso nada mais mudou: continua a ser um espaço direto de propaganda da Presidência da República só que agora mais juvenil e homogêneo em sua plástica e didatizado em sua produção, pois como já disse: o conteúdo ainda é o mesmo.
Perfil do Autor:
Saylon Sousa
Bacharel em Rádio e TV pela Universidade Federal do Maranhão.
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