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Jornalismo Alternativo em foco e sem cortes, Mídia Ninja no ar

 O jornalismo tradicional começou a abrir espaço para a democratização da informação, trazendo em alta o jornalismo alternativo

 


A quebra de tabus é uma grande arma, pois todas as sociedades têm algum padrão moral. O tabu está sempre relacionado à linguagem, assim como o jornalismo também. A quebra de uma narrativa da grande imprensa hoje é nítida, e a mídia está sendo usada como arma, por um grupo de jornalistas esquerdistas, que participam ativamente dos fatos que mostram uma alternativa da imprensa tradicional, digamos que o jornalismo em ação sem cortes, nomeado de Mídia Ninja.

A alta da Mídia Ninja e sua repercussão se deram nos anos de 2013 e 2014, registrando os cidadãos brasileiros indo às ruas manifestarem contra a corrupção. Para falar um pouco sobre esse tema polêmico Wesley Almeida, professor universitário dos Cursos de Comunicação Social do UNIPAM revela um pouco de sua visão sobre os jornalistas ninjas.

MÍDIA PLAY: Qual a sua visão desse movimento digamos NINJA que veio para mudar o meio jornalístico?

Wesley Almeida: Primeiramente temos que compreender o papel desse grupo que se denomina Mídia Ninja, o objetivo deles é atuar como mídia alternativa, levando ao leitor um conteúdo que não é abordado pelos grandes veículos, por diversos motivos. Hoje no país há diversos movimentos, veículos e profissionais que integram a chamada mídia alternativa.  No Brasil, temos, por exemplo, o CMI Brasil - Centro de Mídia Independente, que recebe conteúdo de profissionais renomados e anônimos, é uma rede que já tem uma credibilidade no meio jornalístico. Já a Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), tem sua característica em ser esquerdista, por isso, há ideologias políticas em seus discursos.

As informações dessa mídia podem ser ditas que é 100% sem censuras ou apenas uma ilusão?

É uma análise difícil de fazer, o que está ao nosso alcance são reflexões sobre o conteúdo gerado por eles. Como eles tem uma linha esquerdista, acredito que conteúdo jornalístico que de alguma forma promova ou divulgue ações de grupo políticos da direita, serão vetados, ou seja, censurados.

No seu ver qual a melhor posição que o jornalista das redes convencionais deve tomar contra essa mídia?

Ao receber conteúdo dessa mídia, é importante que o jornalista compreenda em que contexto aquela noticia foi gerada e a ideologia de quem está por trás da notícia. A posição é sempre verificar a fonte e ouvir outras vertentes sobre o assunto que está sendo noticiado.

Acha que podemos que o jornalismo tradicional pode combater com o novo seguimento?

Não gosto muito de a palavra combater, até porque não é uma luta entre a classe jornalística e sim, pontos de vistas e ideológicos que se diferem. O jornalismo tradicional começou a abrir espaço para a democratização da informação, mas ainda há muito que fazer. Acredito que o jornalismo tradicional tem que dar espaço para as inovações e levar a notícia com a cara das novas gerações, mas ao mesmo tempo, a Mídia Ninja deve buscar na mídia tradicional alguns elementos, como verificar a fonte, respeito a ética do jornalismo e ao leitor. Ou seja, um alinhamento entre o tradicional e o inovador.

De qual forma as redes sociais está ajudando esse novo debate?

Atualmente qualquer usuário das redes sociais ou blogueiros se tornam jornalistas, geram informações. Isto é positivo, pois a informação está circulando e não mais restritas aos grandes grupos de comunicação. Este momento tem sido rico para o jornalista, pois levam a reflexões e um reposicionamento dos meios de comunicação e profissionais no mercado da notícia.

Têm algum benefício e malefício para a mídia ninja no Brasil?

Há benefícios e malefícios, vejo como benéfico alguns temas que eram tabus por parte da mídia tradicional, como por exemplo, o movimento “Vem pra rua” de 2013, uma série de fatos chegaram a população por meio da Mídia Ninja. O malefício é a informação produzida de forma parcial ou sem dar o direito de defesa para outro lado.

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